Saiba como está Marciano, sertanejo que sobreviveu à raiva humana há 18 anos

Aos 33 anos, Marciano Menezes da Silva, primeiro sobrevivente da raiva humana no Brasil, leva uma vida limitada, no Sertão pernambucano. Quando tinha apenas 15 anos, ele foi mordido por um morcego enquanto dormia. Marciano não recebeu o atendimento médico necessário logo após a mordida e começou a apresentar sintomas graves cerca de um mês depois do episódio. Neste 7 de setembro, completam-se 18 anos do dia que marcou para sempre a vida de Marciano.

O sertanejo, morador da cidade de Floresta, foi tratado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, onde ficou internado por um longo período até voltar para casa. Mas esse retorno veio acompanhado de muitas sequelas da doença. Marciano tem dificuldades para falar, não consegue movimentar as mãos e os braços completamente, tem um desvio na coluna e também não tem forças para andar. No atendimento inicial, ainda no Sertão, os médicos não aplicaram nele a vacina antirrábica.

Com a ajuda dos parentes e da sua inseparável cadeira de rodas, Marciano vai vendo os dias se passarem no sítio onde mora. “É muito difícil viver com todas essas sequelas que fiquei da doença depois que fui mordido. Mas estou vivo”, disse Marciano ao Bodega de Notícias. Aposentado, ele sonha em fazer uma reforma na casa onde vive com a família para poder se locomover melhor. As baterias da cadeira elétrica que ganhou também estão fracas e precisam ser trocadas.

“Eu comprei uma bateria no cartão do meu cunhado e estou esperando chegar. Ainda falta outra, mas não é barato o preço delas. Minhas condições são poucas. O dinheiro que recebo só da praticamente para alimentação e um remédio que eu tomo”, explica Marciano. Ele também conta que sonha em comprar um ar-condicionado e ajeitar parte do terreno do sítio para se locomover sozinho. “Passo o dia praticamente do lado de fora de casa ou assistindo televisão. De noite não vou pro lado de fora”, ressalta. Ele teme ser vítima de outro ataque de morcego.

Marciano passa parte do dia nesse espaço no sítio onde mora. Fotos: Marciano Menezes/Divulgação

Para deixar a cadeira de rodas elétrica tinindo, Marciano precisa ainda comprar pneus novos. Como sua família também é humilde, ele vai vendo seus sonhos ficarem pelo meio do caminho. “Eu quero também cimentar parte do terreiro de casa para poder andar mais com a cadeira”, pontua Marciano. Quem quiser e puder ajudá-lo a ter uma vida um pouco mais confortável pode fazer doações através do Pix: marcianomenezes92@gmail.com

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